Experiências Multissensoriais: O Futuro da Publicidade Digital

Num mundo digital cada vez mais saturado de informação, captar a atenção das pessoas tornou-se um verdadeiro desafio. As marcas já não competem apenas pela visibilidade — competem por conexão emocional e memória. É aqui que entram as experiências multissensoriais, uma nova abordagem que ativa mais do que apenas a visão ou a audição. O futuro da publicidade passa por envolver os sentidos de forma integrada, criando ligações mais fortes entre marcas e consumidores.

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O que são experiências multissensoriais no digital?

As experiências multissensoriais no contexto digital referem-se ao uso coordenado de diferentes estímulos — como imagem, som, movimento, tato (em dispositivos móveis) e até cheiro (com tecnologia específica) — para criar campanhas mais envolventes.

Com o avanço de tecnologias como realidade aumentada, inteligência artificial e dispositivos hápticos, tornou-se possível simular sensações que até há pouco tempo só existiam no mundo físico. Estas experiências visam ativar o cérebro de forma mais completa, tornando a mensagem mais memorável.

Porque funcionam melhor do que os formatos tradicionais?

O nosso cérebro responde melhor quando mais de um sentido é estimulado em simultâneo. Um vídeo com música envolvente tem mais impacto do que uma imagem estática. Agora imagina se, além disso, o utilizador conseguir interagir com o conteúdo, sentir vibrações, ou mesmo receber estímulos visuais sincronizados com sons 3D — tudo num só anúncio.

Estes estímulos combinados geram emoções mais fortes e, por consequência, maior retenção da mensagem. Isso traduz-se em mais tempo de visualização, maior taxa de conversão e uma ligação emocional mais duradoura com a marca.

As tecnologias que estão a tornar isso possível

A criação de campanhas multissensoriais depende de várias inovações que estão a ganhar força:

  • Realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) permitem criar ambientes imersivos.
  • Som espacial e áudio 3D tornam as experiências mais envolventes.
  • Tecnologia háptica nos telemóveis e wearables simula o toque e a vibração.
  • Perfis olfativos digitais, embora ainda em fase experimental, estão a ser testados em dispositivos capazes de emitir cheiros em sincronização com conteúdos.

Estas tecnologias, usadas em conjunto, abrem portas para campanhas muito mais criativas e impactantes.

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A campanha sensorial da Pepsi Max

Um bom exemplo de sucesso neste campo é a campanha da Pepsi Max no Reino Unido, que usou realidade aumentada numa paragem de autocarro em Londres. À primeira vista, era apenas um vidro normal. Mas, ao olharem para ele, os utilizadores viam OVNIs, tigres e explosões a acontecerem “na rua”. A tecnologia combinava vídeo ao vivo com elementos gráficos sobrepostos de forma realista.

O resultado? Milhões de visualizações orgânicas, imenso engagement nas redes sociais e uma forte associação da marca à inovação e entretenimento. Apesar de não envolver todos os sentidos, foi uma experiência imersiva que surpreendeu e marcou.

Como as marcas podem começar a aplicar esta abordagem

Para entrar neste universo, não é preciso um orçamento milionário. Começa-se com pequenas ações, como integrar som de qualidade em vídeos, usar elementos táteis nas notificações das apps ou criar filtros de AR para redes sociais.

O importante é pensar além do visual. Pergunta-te: “Como posso fazer com que o meu público sinta o que quero transmitir?” A resposta pode estar numa música bem escolhida, numa animação envolvente ou numa experiência interativa simples mas marcante.

As experiências multissensoriais representam um passo natural na evolução da publicidade digital. À medida que os consumidores exigem mais autenticidade e envolvimento, as marcas que conseguem ativar vários sentidos em simultâneo destacam-se. Não se trata apenas de vender um produto — trata-se de criar momentos memoráveis. E esse, Inês, é o verdadeiro poder do marketing do futuro.